Era ainda cedo. 22 hrs e todos já dormiam.
É difícil compreender como conseguem dormir tão cedo!
Do lado de fora da casa o vento soprava calmo e sacudia levemente as raras árvores dali.O solo era de tamanha pobreza que as árvores chegavam a ser minúsculas, mas ainda sim produziam frutos grandes demais para seu tamanho e doces demais para o clima extremamente seco.
Assim como as árvores, eram as pessoas que ali dormiam.
Os mosquitos do lugar incomodavam um pouco, mas qualquer penitência era válida e aceitável perto do amor que eu sentia naquele momento.
Mesmo com o silêncio dos adormecidos eu conseguia senti-lo.
No momento, ele vinha do ronco auto-falante do meu pai, do ofegar alérgico da respiração de minha irmã e meus dois primos menores, do inseparável radinho de pilha da minha avó, da quietude de minha mais agitada e de minha mãe.
Minha mãe...a ponta de amor mais forte e arrebatafora que eu já sentira na vida.
mesmo imersa em sonhos e na quietude de seu corpo eu conseguia sentir que ela me amava desesperadamente e por conta disso, tudo o mais de ruim se fora.
Eu já não ouvia o zumbido dos mosquitos, o calor se tornava mais ameno e o medo do escuro escorregara por um tobogã imenso.
Naquele dia, naquele instante, eu até podia não ter disponível meus equipamentos indispesáveis, meu ventilador, meu abajur e meu livro de cabeceira.
Mas eu tinha o amor, e esse era o equipamento substituto mais perfeito e indispensável de todos.
Luz.
amor, mto lindo o texto ^^
ResponderExcluiradoreiii . . .
ta demorando de postar outro texto =/
bjOoOo