O dia era lindo.
As nuvens flutuavam no céu muito azul e era quase impossível não ser hipnotizado pelo brilho da luz do sol apino refletido sobre as águas do rio.
Do outro lado da margem, uma casinha muito peculiar em meio a relva reluzente.
Em seu interior, durante o dia eram dispensadas as luzes artificiais diante da claridade singular.
O calor do ambiente era realmente convidativo.
Tive inveja do cachorrinho que brincava com uma borboleta colorida na calçada.
Era aquele o lugar. Eu tinha certeza! Tinha que ser ali.
Suspirei e pedi proteção a quem de certo me concederia.
Segui pelo túnel de arcos invisíveis e atravessei as paredes dos cômodos cuidadosamente arrumados.
Gostei muito dos dois rostos presentes e tive ímpetos de dizer-lhes algo.
Eles ainda não conseguiam ouvir-me.
Mas eu tinha certeza, eles já sentiam o calor da minha alma.
Eu havia chegado ao mundo, e agora, era só aproveitar a minha festa, a minha vida!
Luz.
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