Incrivelmente sem sentido, sem rumo, sem por que
A bela moça escoava veneno
Que escorria no canto dos lábios finos e vermelhos
No olhar, a melancolia e a tristeza de poder estar revivendo um passado sombrio e temeroso
A presença da morte se fazia constante
Seus sinais sigilosos e sutis eram cada vez mais evidentes
Essa morte era uma forma particular
Talvez mais temida que a morte material, A morte da alma!
Ela vem devagar e transforma aos poucos
O processo é lento, mas ela faz questão de avisar antecipadamente
As coisas são assim, contestar por quê?
O doce amargo sabor da solidão invade a alma e se apodera de todo o seu ser
A bela moça permanece intacta, parada, a espera do seu destino, como é de praxe
Ralvez ele chegue muito brevemente
Talvez demore anos até que aconteça.
A morte foi generosa, por hora vista a outros olhos
Geralmente ela se faz cruel, mas nesse caso, ela particularmente poderia se considerar não tão dotada totalmente da maldade horripilante
A bela moça já está certa e avisada do que tão brevemente virá.
Luz.
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