quinta-feira, 27 de maio de 2010

Fobia

Nada vejo.
Num infinito abstrato,
dentre a mistura de tons,
apenas um tom.
Me perco.
A respiração foge e me fixa ao chão.
Dentre o mais insuportável, o desespero.
tento lutar contra o espaço,
me debato contra o ar seco,
nada acontece.
Nada mais sinto além de medo.
Diante dele, respirar já não é tão importante.
Em meio ao abstrato do desconhecido,
eu sinto o medo.
Um medo inexplicável como a consistência do ar.
Em meio à diversidade de monstros,
me deparo com o monstro mais temido de todos,
Eu, sozinho no escuro.

Luz.

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