domingo, 18 de abril de 2010

Solidão

Eu navegava próximo as ondas quebrantes e incrivelmente transparentes
da costa litorânea.
Tempo insuficiente para sacear a saudade e recontar os casos gravados na memória.
O sol brilhava de tal instensidade que as aguas pareciam conter purpurina
daquelas mesmo que compramos nas papeplarias.
Os minutos seguiam lentamente e eu não queria mais sair dali
Impressionante a atração que as águas do mar exercem sobre mim
e é incrédulo o medo que eu tenho delas ao mesmo tempo.
Cheguei ao meu destino.
Aquele monte de terra seria minha morada nos próximos cinco anos.
Em meio ao Recôncavo quente e extremamente seco
agora eu sinto frio.
Em meio a uma infinidade de rostos,
sinto profundamente a solidão.


Luz.

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